A oferta é maior porque hoje os artistas independentes não precisam mais de gravadoras para lançar seu álbuns. Distribuir música digital se tornou muito mais fácil (vamos discutir a distribuição digital nos próximos artigos). Com isso a quantidade de novas bandas que lançam álbuns diariamente aumentou expressivamente, sem falar que estes lançamentos são globais. Como uma banda de 10 anos atrás iria distribuir seu álbum no EUA, Japão e Alemanha? Isso era praticamente impossível.
A indústria entendeu que com essa alta oferta (quantidade de músicas) aliada a uma demanda gigantesca (usuários com um computador, tablet ou smartphone) “vender” álbuns da forma tradicional não era uma boa ideia nem para o artista nem para o consumidor. O consumidor quer descobrir novas músicas e talvez comprar o álbum, ou ele só quer ouvir músicas do gênero que gosta ou músicas que amigos de sua rede social compartilham. Do lado do artista, iniciante é difícil competir com os medalhões das grandes gravadoras que “ocupam” o lugar de destaque nos sites de venda de álbuns digitais. Portanto os serviços de streaming oferecem um forma de descobrir e ouvir novas músicas que atende o novo modelo.
De alguns anos para cá, serviços como Spotify, Rdio, Deezer, Rhapsody entre tantos outros têm crescido muito mais que do que os serviços de download como iTunes. É fácil entender o porquê. O usuário paga uma taxa mensal e tem acesso a milhões de músicas para ouvir em seu computador, tablet ou smartphone. Ele pode sincronizar as músicas ou álbuns e ouvir desconectado da internet. Para o usuário é (quase) perfeito. Quase perfeito pois você não tem acesso ao arquivo mp3 com a música. Uma vez que assinou um serviço você tem que ouvir música através dele, com o Aplicativo para seu smartphone, tablet ou no site do provedor do serviço.
Quem reclamou (e reclama muito) dos serviços de streaming são os grandes artistas que dizem que o valor recebido por esses serviços é muito baixo, e com a remuneração é impossível investir em um novo álbum. Bem, como dizem os mineiros, “isso é conversa pra mais de metro”. Sem entrar no mérito e na discussão, o modelo mudou (e está em mudança). As grandes gravadoras já não investem milhões em produção, marketing e não dão dinheiro adiantado para artistas (com exceção dos grandes artistas que irão vender com certeza).
A verdade é que conforme o relatório da IFPI (organização da indústria) existe mais de 30 serviços globais de streaming pagos que cresceram mais de 44% no ano de 2012 contra apenas 14% de crescimento de sites de donwload, o que indica que os serviços vieram para ficar.
E o Brasil está na lista de países que esses serviços estão investindo, afinal somos um povo apaixonado por música com uma grande população e cada vez mais acesso à internet e a aparelhos móveis. Depois de Rdio (http://www.rdio.com), Deezer (http://www.deezer.com) e Rhapsody (que veio como Napster, http://br.napster.com) lançarem seus serviços em terras tupiniquins, outros como Spotify já estão no mesmo caminho. E ao que tudo indica outro que em breve irá lançar seu serviço de streaming para música é o todo poderoso YouTube. Todo poderoso porque hoje é um dos sites mais acessados para se ouvir música (junto ao vídeo, é claro).
Veja o que seus amigos em redes sociais estão ouvindo, descubra novos artistas - que provavelmente você nunca teria chance de ouvir - dos mais variados gêneros de todo o mundo, faça seu playlists e compartilhe. Mais música para todos e mais espaço para bandas e artistas independentes. Isso é bom, não é? No próximo artigo vamos ver como distribuir sua música. Valeu!
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